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João Távora

Da caligrafia


Francisco José Viegas fala-nos aqui da sua reconversão à caligrafia, ao prazer da caneta e das folhas de papel. Eu confesso que sofro alguma inveja, pois não sei se por comodismo ou  displicência, cada vez dou menos uso à minha inseparável caneta Parker. Acontece que nas raras vezes que não utilizo o fatal “portátil” e me alongo n’algumas notas no papel, horrorizo-me com a degradação da minha caligrafia: com a falta de prática, está visivelmente hesitante e desconexa, lembrando-me a dos velhos, que se deteriora por provável lassidão ou mero desprendimento.


Se quanto ao talento estamos conversados, no caso da caligrafia até já pensei fazer exercícios num caderno de linhas, assim uma espécie de programa de reabilitação. Para ver se o teclado não me surripiou de vez algum precioso traço da minha personalidade... ou só para preservar um bocado do meu amor próprio.

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