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João Távora

Uma nova etapa

 


O meu pequenote vai amanhã pela primeira vez para o colégio. Irresistível com a sua figura de anjo renascentista, já leva dezanove meses de existência e tornou-se num miúdo alegre, irrequieto e obstinado. É fanático por automóveis e bolas (mesmo antes de dizer mãe adoptou duas onomatopeias para evocar esses seus objectos de culto) e nos últimos tempos tem sido a “alegria do lar”. Uma alegria tão irresistível quanto possessiva e omnipresente, que tantas vezes desafia a paciência dos irmãos e os limites da resistência dos vetustos progenitores.


Mas eu já notei que aquilo que o petiz verdadeiramente mais gosta é de espaço e de brincar com os seus iguais: na praia ou no parque fica esfusiante na presença de outras crianças. E é à distância, confrontado com a sua individualidade, que eu verdadeiramente me emociono. De resto, no colégio, estou certo que ele vai conquistar o seu espaço e ser feliz. À descoberta, a correr e a trepar, a rir e chorar, vai continuar a fazer-se gente. Isso comove-me e deixa-me muito feliz. É isto que eu sinto sobre o assunto, Maria Inês.

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