Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

João Távora

Rio Mira vai cheio e o barco não anda, tenho o meu amor lá na outra banda...

 

À beira do rio Mira, por estes dias as minhas preocupações resumem-se a comprar pão quente e o jornal pela manhã, às horas das sestas e das marés, aos marcadores entre as páginas dos livros, velar pelas criancinhas na piscina e barrar-lhes protector solar q.b.
É claro que em Portugal tarda a despontar um discurso consistente da direita pós-crise. E é muito redutor explicar "direita e esquerda" através duma gradação de mais ou menos “liberalismo". No caso português, "menos estado" é simplesmente uma questão de patriotismo.  Também não sei o que é que a importância da comunidade nacional, da recuperação do património, da preservação do ambiente, da protecção da vida familiar, da centralidade do sistema nacional de saúde, têm de “valores de esquerda” (antes pelo contrário!), mesmo que antipatizemos muito com José Cardoso Rosas - o que até é compreensível. O problema de remexer muito nestes pré-conceitos, é que "a coisa" era capaz de descambar na aniquilação das actuais oligarquias políticas.

 

1 comentário

Comentar post