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João Távora

Tudo como dantes: quartel general em Abrantes

Ontem num indolente zapping pelos canais de notícias entre as 22,00 e as 23,00 (período do dia em que às vezes eu consigo desacelerar) deu para perceber que este ano o Benfica, com as suas messiânicas contratações, é uma vez mais o campeão da pré-época titulo a que já nos vem habituando. O povo exulta. Depois dos especialistas escalpelizarem interminavelmente o auspicioso momento do “Clube da Luz”, ainda sobrou uns minutos para um comentário ao inevitável Futebol Clube do Porto (uma maçada), e para invectivarem sobre o passado do Sporting, que este ano não tem casos para grandes manchetes e vender jornais. 

Ao fim de uns anos de por aqui andar, quem tiver memória apercebe-se facilmente como estes debates e considerações são completamente fortuitos e irrelevantes. Ainda não percebi porque é que esta tropa de comentadores desportivos não fazem como eu e metem umas semanitas de férias para arejar a cabeça: a nova época não tarda vai mesmo começar e eu já tenho o meu lugar em Alvalade para ver a bola que é disso que eu gosto. Para conversa de chacha não tenho pachorra.