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João Távora

Ainda a Bíblia e Saramago

 

A Bíblia, sendo considerada pelos Cristãos uma obra de inspiração divina não é no seu todo dogma ou matéria de fé. Trata-se de uma “colectânea” de vários livros extraordinários, escritos em épocas diferentes, no espaço de 1.600 anos, em vários estilos e muitos deles metafóricos ou poéticos. Para os Cristãos, a Bíblia divide-se em duas partes principais: o Antigo Testamento e o Novo Testamento, que no seu conjunto descrevem, sob distintas formas e perspectivas a peregrinação do Homem no conhecimento de Deus. O que é doutrina para os cristãos está contido nos Evangelhos (Novo Testamento), os ensinamentos de Jesus Cristo que indicam o caminho da salvação e da vida eterna. 

De resto, como afirma o Luis Naves aqui em baixo, a Bíblia, mesmo que do ponto de vista meramente filosófico e literário vale como uma Obra Prima da humanidade, e a sua leitura convém ser feita seguindo algumas regras ditadas pela Hermenêutica, a ciência que trata da interpretação dos textos.

Mal comparado,  qualquer um pode, por imodéstia ou leviandade (ou mais prosaicamente por falta de ouvido) depreciar Beethoven, e aviltar a sua obra, mas tal juízo resultará certamente num disparate que só ao próprio deixará ficar mal.