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João Távora

A prova de fogo de Sócrates

o amigo 

 

Nem a surpreendentemente notória "impreparação e falta de pesquisa" de Miguel Sousa Tavares para a entrevista de ontem livraram José Sócrates de dar um triste espectáculo, fazer uma confrangedora figura, imerso em justificações e evasivas, entremeadas em arremessos de arrogância. O que me foi dado observar ontem foi um primeiro ministro abatido e acossado: no fundo todos sabemos que um "animal feroz" rosna até à morte. 

Mas o que me pareceu espantoso em Sócrates, foi a persistente defesa do seu amigo Rui Pedro Soares, a roçar a loucura ou suicídio político, atitude de quem já por aqui anda por muito pouco: essa obstinação fica-lhe bem, apesar de malsã. Se nenhuma escuta ou "amigo" lhe passar a perna, suspeito que o executivo “aguente” até às presidenciais. Em governo "de gestão".

 

Foto DN