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João Távora

Glasnost

 

Parece-me irrefutável que o resultado de ontem da Selecção portuguesa de futebol tem mais a ver com a sua decadência atlética e valor técnico, derivada do progressivo abandono da "geração Scolari" do que com o deplorável enredo maquinado para o afastamento de Carlos Queiroz, digno do país mesquinho que somos. No entanto, da reunião de amanhã da Federação Portuguesa de Futebol, eu esperaria muito mais do que a urgente definição do seleccionador e respectiva equipa técnica, a demissão do presidente e direcção em funções há demasiado tempo. A velha máxima de Eça de Queiroz de que os políticos e as fraldas devem ser mudados com frequência e pelos mesmos motivos, há muito que devia ter sido implementada para a rotatividade dos presidentes de instituições como a FPF, cuja opacidade estrutural é proporcional ao peso dos interesses e lobbies que representa.

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