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João Távora

O mau perder

 

 

 

No Sábado desloquei-me a Alvalade com o meu filhote pequeno para votar num futuro para o meu clube. Para além da enorme afluência deparei-me com  um acto eleitoral que me pareceu bem organizado e muito civilizado. Estava longe de adivinhar o quadro de “guerra civil” decorrente da vitória à tangente de Godinho Lopes: em democracia, concorrendo-se sob regras determinadas e aceites por todos, por um voto se ganha, por um voto se perde. 

Este é o pior dos cenários que podia acontecer a um Sporting em profunda fragilidade financeira, e à sua equipa de futebol em processo de desagregação. Incrédulo, pergunto-me o que estará verdadeiramente em jogo. Tenho muitas dúvidas que, com a batalha político-jurídica encetada, Bruno Carvalho e a sua claque, para além duma extraordinária promoção mediática, não venha a conquistar mais do que o cadáver daquilo que um dia foi um histórico clube de futebol campeão, paixão de gerações. Tudo isto trata-se afinal de um leonino pesadelo, um tétrico guião que não caberia nas mais perversas cogitações dos nossos adversários, que assistirão deleitados à indecente telenovela que, receio, perdurará até à última gota de sangue da vítima sacrificada.

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