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João Távora

A afronta

Cá no burgo as excitações e rivalidades da bola já não se limitam aos duelos domésticos entre Sporting Benfica e Porto. Fruto da implacável globalização, por estes dias tivemos meio país empolgado com os sucessivos recontros entre o Real de Madrid e o Barcelona. O assunto é capa de jornais, tema de crónicas e análises, de discussão no café e conversa de rua. Ontem à noite num conhecido Centro Comercial, magotes de pessoas nas esplanadas dos restaurantes e em frente às montras das lojas de electrodomésticos seguiam o desafio entre os rivais espanhóis. Jamais os Filipes almejaram a tanto, e até eu tenho opinião sobre o fenómeno:  é verdade que o Barcelona tem o melhor futebol que alguma vez foi visto, é uma máquina de precisão de passes e toques de bola, que vem em vagas sucessivas de ataques articulados, com dois e três jogadores a chegar quase à pequena área adversária num desdém total pelos adversários que desesperam impotentes de olhos trocados. Mesmo antes da expulsão de Pepe (estava-se mesmo a ver no que ia dar tanto voluntarismo) o jogo parecia de 11 contra 9, que essa é a maneira do Barcelona estar em campo, mesmo quando perde por feitiçaria ou obra do diabo. O Barça é a prova de que não é só com dinheiro que se constrói uma equipa de futebol. Que a perfeição é quase possível…  mas é uma afronta e dá cabo do negócio. 

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