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João Távora

Um fulgor de luminosidade que se extinguiu

 

Estou desolado com a notícia: Maria José Nogueira Pinto após anos de voluntariosa entrega à sua Pátria, à luta pelas suas convicções politicas, cedeu hoje na batalha vital contra um cancro que há meses visivelmente a vinha enfraquecendo. Há muitos anos grande admirador desta mulher de armas, de discurso corajoso, tão elegante quanto eloquente, considero que Maria José pertencia a uma privilegiada e rara classe de pessoas que juntam distintos predicados e talentos, tais como a graciosidade, feminilidade, inteligência e erudição, a uma extraordinária coragem e tenacidade. Feita de amor à Vida e ao seu País, e de resistência às fátuas correntes do pensamento relativista e fracturante que vem enfraquecendo a nossa Europa decadente. Luta a que se entregou com uma inaudita garra e lealdade aos princípios, até se lhe desfalecerem as últimas das suas últimas forças. 

As Causas que partilhávamos ficam definitivamente mais pobres, o parlamento perdeu uma voz sóbria, um pensamento emancipado e insubstituível. Para mim fica uma inconsolável saudade.  Que Deus a tenha em Sua infinita misericórdia e Graça. À sua família, particularmente ao Eduardo, as sentidas condolências dum grande admirador.

 

Foto Público

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