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João Távora

Uma maçã é uma maçã, ou um capitalista com boa imprensa

 

De facto há “qualquer coisa de patético no coro de admiração beata que se colou à notícia da morte de Steve Jobs”, mais ainda se repararmos que boa parte dos seus fervorosos crentes provém da modelar esquerda pseudo-intelectual que usa verberar contra os mercados, a cobiça e o diabólico capital. De Steve Jobs não consta que tenha necessitado dos serviços dum ministro da economia, recebido subsídios ou encomendas de governos, aprovisionado árabes ou indignados de qualquer outra espécie: foi um capitalista com boa imprensa, fundador e mentor dum negócio de sucesso global e elitista que tem como alvo os mais ricos e afortunados consumidores do mundo. Muitos deles terão até usado as suas sofisticadas geringonças a especular no mercado financeiro.