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João Távora

O irresistível fascínio pelo dedo que aponta a lua

As brigadas do políticamente corretcto

 

"A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos". Foram estas as declarações do novo Cardeal português D. Manuel de Castro que, numa reacção pavloviana incendiou os ânimos das brigadas do politicamente correcto. De resto, hoje, até Ferreira Fernandes na sua coluna do Diário de Notícias (que sigo com gosto), "engalinhou-se", alinhando com esse ululante cacarejar de puritana indignação. Pela minha parte, fico de braços cruzados, mesmo sob o risco de ser irradiado para a invisibilidade da "frente russa”. Mas também eu, se ficar pasmado a olhar para o dedo que aponta a lua, direi que a frase não foi feliz: sem que D. Manuel me tenha negado algum direito, como esforçado pai e padrasto de quatro crianças também me senti preterido. A diferença é que eu não ponho em causa a boa-fé nas declarações Cardeal, cujas palavras levadas à letra são pertinentes, um alerta para a esterilidade do ocidente decadente, rendido aos valores do niilismo e do pragmatismo capitalista. E para urgência duma Ecologia do Homem, que se deseja realizado em toda a sua dimensão. 

Baixe lá o seu braço então, caro Ferreira Fernandes, que não perde amigos por isso, antes acentuará a sua inegável inteligência. E olhe que não é só o Bispo das Forças Armadas que tem “Dom” no tratamento. 

 

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