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João Távora

O espectáculo não pode parar

Quando hoje em pleno horário de trabalho eu descia o corredor lateral da Avenida da Liberdade, um pouco a baixo do Cinema S. Jorge  deparei-me com um engarrafamento e desvio do transito, por causa de umas aparatosas filmagens para cinema (presumo). É assim a Lisboa dos nossos dias, em que metade das fachadas estão ocas e se aguentam literalmente por arames: pouco mais do que um exótico cenário de cinema. 
Para o Rossio confluíam outros figurantes para outra encenação: o comício do Sr. Manuel Victor e seus capangas de emprego vitalício que não passará ao cinema mas alimentará os telejornais e as manchetes e editoriais de amanhã. O espectáculo não pode parar.