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João Távora

O dia seguinte

É no mínimo inédito o que aconteceu ontem no parlamento português, ao ser aprovado com uma maioria de centro-direita um projecto de lei de cariz experimentalista para a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Um passo na via do retrocesso civilizacional, suspeito que dado contra as expectativas duma larga maioria do povo. 
Esta questão é tanto mais séria quanto advém, não tanto da abstenção de seis deputados (5 do PSD e 1 do CDS), mas dos dezassete (16 do PSD e 1 do CDS) que por falta de liderança, irresponsabilidade ou cobardia faltaram à votação. Numa legislatura em que a política se circunscreve à urgência dum doloroso caderno de encargos imposto pelo estrageiro, não seria de esperar que a coligação correspondesse por uma vez à matriz ideológica do eleitorado que a suporta? Não significa este caso mais um atentado contra a depauperada credibilidade do sistema político vigente, que vem promover a aparência de que afinal, com as eleições só mudam mesmo as moscas? 


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Ao final do dia, convém assentar as idieas, colocar as coisas sobre prespectiva. 

A malta bem pode legislar as aberrações que quiser, engendrar as mais mirabolantes engenharias sociais. Mas a bondade do mundo continua a depender única e exclusivamente das escolhas e atitudes das pessoas. Da sua adesão ao Amor. É nesse plano concreto que a luta entre o bem e o mal afinal se situa: o único plausível. O único verdadeiramente fecundo.