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João Távora

Imperdoável

 

Dada a conjuntura, confesso que tive esperanças que o dever patriótico obrigasse Paulo Portas a um radical controlo sobre a sua instabilidade. Afinal, a meio dos trabalhos, foge na primeira oportunidade sem nos deixar obra ou marca, para além duns quantos amuos, zangas inconsequentes e… um Portugal hoje muito mais pobre. Pela minha parte tolerei tudo a este governo que a determinada altura considerei de generosos heróis. Depois, não desisti de tentar  entender tudo dadas as circunstâncias: a ineficácia do discurso, a amargura do desemprego, o adiamento dos cortes na despesa e um bárbaro aumento dos impostos.
Tenho muitas dúvidas que por estes dias o País tolere baixa política, intrigas e golpes palacianos. receio bem que as próximas sondagens revelarão um CDS em total derrocada. Já sabíamos como Paulo Portas é um exímio predador político. Desistente dos seus compromissos, não tem préstimo algum. Vamos ter que nos virar e juntar os bocados, ajudar a recuperar a credibilidade ao partido.