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João Távora

A propósito da Grécia

Se o Siryza não ceder aos governos  parceiros da União Europeia e assumir a saida do Euro parece-me evidente que condena os gregos a um ajustamento tremendamente mais brutal que  colocará ainda mais em evidência as ineficiências da sua economia. Não sei até que ponto a sua  estratégia "neo-orgulhosamente-sós" resistirá ao desespero causado pelo consequente radical  empobrecimento das pessoas, com os bolsos cheios de Dracmas sem qualquer valor. 

De resto, no que refere ao entusiasmo de alguns "nacionalistas" com a situação, confesso que não nutro um grande "orgulho" pela Pátria assim em abstrato (aliás muitos dos seus traços e história provocam-me apreensão e amargura), antes corre no meu sangue um amor vivo e profundo a Portugal, que sendo verdadeiro é responsável e exigente. O sentimentalismo patriótico é normalmente semente de brutais tiranias e grandes desgraças.