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João Távora

A minha opinião sobre o jornal i

...que acompanho desde o seu início, é de que este se parece com uma pequena “revista” diária, com uma qualidade acima da média e um grafismo requintado. Ora, acontece-me que a sua leitura, que considero agradável, me deixa "atravessado", não "mata" o meu desejo de procurar um periódico, digamos, “clássico”; com o tradicional noticiário de política, sociedade, local e desporto; com calendário, tabelas classificativas e o diabo a sete. De resto, gosto particularmente da edição de fim-de-semana, não só porque tenho então mais tempo para lê-lo, mas por causa da supimpa revista colecionável que traz - aguardo com curiosidade algum tema pelo qual eu nutra maior afinidade.

Após o célebre recrutamento on line de um ilustrador, o aspecto que mais me desiludiu foi a ausência de Banda Desenhada digna desse nome: no i, não encontramos nem um gag, nem uma tirazinha, nem uma caricatura, para além daquela inusitada rubrica ilustrada nas páginas centrais. Tanto espaço para tão pouco...

Para além de eu considerar esta forma de expressão artística tão ultrapassada quanto os próprios jornais, tenho para mim que são estes ainda o seu suporte por excelência, e que a Nona Arte, em conjunto com outros conteúdos gráficos, pode proporcionar cativantes momentos de puro entretenimento. Parece-me que a maior parte dos editores dos jornais não tem sensibilidade alguma para o assunto: quando publicam “bonecos” não importados, mesmo dirigidos aos mais pequenos são sempre estranhíssimos, meio impressionistas ou “alternativos” com pretensões intelectuais. Eu para puxar pelo intelecto vou ao Museu do Chiado e ando a ler o Em Busca do Tempo Perdido, que ainda não cheguei a meio. 

De resto esta é quanto a mim uma lacuna generalizada na imprensa portuguesa, que continua sem conseguir seduzir as gerações mais jovens e que se recusa entreter os mais velhos com coisas saudáveis. Que eu saiba em muitas casas ainda se consome histórias aos quadradinhos. Talvez não sejam exemplo, mas os meus miúdos ainda se divertem a ler um “patinhas”, um Tintim ou uma tira do Calvin, actividade que constitui uma salutar alternativa ao computador e à televisão.

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