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João Távora

A agenda da história – quem a conhece?

Discordo da suposta tendência contemporânea para a poligamia, referida pela Cristina Ferreira de Almeida aqui em baixo, já que essa característica parece-me ser antes uma ancestral genética e cultural tendência humana. Esta propensão poligâmica foi sempre ao longo da história mais ou menos regulada, mais ou menos reprimida. Agora, já concordo que, circunstancialmente, a cultura anarco-liberal vigente, vem, de há algumas décadas para cá, metodicamente destruindo os mecanismos e instituições de auto-regulação. Tudo isto em nome duma pseudo liberdade individual, com que se promove uma global anarquia de costumes, sempre em favor do mais forte, das relações de consumo, em ordem à satisfação imediata do instinto (mais ou menos) predatório e egoísta do individuo. Estas são actualmente as forças motrizes da nossa civilização (aliás nada republicanas – não há gente mais puritana do que os republicanos de gema) que receio cedo entre em retumbante decadência.
Quanto à agenda, concordo que a questão do regime para já não tem grande cabimento. Mas por mim, e por muitos outros monárquicos que conheço, mais à esquerda ou mais à direita, por puro patriotismo e amor à causa, não deixaremos de espreitar uma hipotética oportunidade de questionar o regime... que manchado de inocente sangue, foi implantado pela força da baioneta e da tirania. E vai festejar (?!) cem anos. Não tarda nada.

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