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João Távora

07.Dez.23

Serena despedida?

João Távora
Estando desde Janeiro a acompanhar, a cada uma das 12 luas cheias, uma música nova daquele que viria a ser o primeiro disco de originais de Peter Gabriel desde 2002, terminada uma tournée de apresentação, eis que o conjunto é agora publicado fisicamente em forma de disco compacto e vinil. Aqui chegados, aguardava eu por parte da imprensa especializada as respectivas críticas nacionais e estrangeiras. Não poupando elogios, surpreendeu-me que pouco mais reflectissem do que aquilo que (...)
24.Nov.23

Amanhã lembrem-se da liberdade

João Távora
Ponhamos a coisa de forma clara: o 25 de Novembro veio pôr termo a uma deriva tirânica, a uns tempos agrestes e sombrios em que Portugal estava refém de novos déspotas – a esquerda radical de então e de agora. Punha-se fim a uns tempos em que quase toda a comunicação social estava nacionalizada ou silenciada, desde logo a rádio e a televisão cujas audiências eram o país inteiro – só havia na verdade um operador, instrumento do novo poder. O discurso no espaço público era (...)
17.Nov.23

A paz no mundo

João Távora
Por estes dias ouve-se falar muito de paz, da necessidade de paz, do fim das injustiças e da guerra, e eu reconheço que esse é um debate muito estimulante. O problema é que implementá-la à força constituiria sempre uma extrema violência, uma guerra ainda mais atroz. Quase que me envergonho de afirmar que a paz entre os homens é contra-natura. Eu cresci no meio de cinco irmãos, quase com a mesma idade, e sei do que falo. Lembro-me de como o sistema repressivo implementado pelos (...)
31.Out.23

Miguel Esteves Cardoso, a minha homenagem

João Távora
Se eu fosse um bom escritor, ou simplesmente um escritor de sucesso, se começasse a ser alvo de muitas homenagens, ficava desconfiado. Ia logo fazer um check upao hospital e dobrava o valor do meu seguro de vida. Digo isto a propósito das homenagens que ultimamente se vêm fazendo ao Miguel Esteves Cardoso (MEC); primeiro em Abril com o Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, da Associação Portuguesa de Escritores e mais recentemente no fim de semana passado, no Festival (...)
24.Out.23

Salvação

João Távora
A grande ilusão do Ser Humano sem Deus é a sua constante busca de redenção através da História, num futuro acessível. Só há uma coisa pior que a desconcertante e trágica natureza humana: aqueles que acham possível mudá-la através da lei ou de sistemas políticos. A salvação é um processo pessoal, íntimo.
01.Out.23

Um casamento para o bem comum

uma questão de meta-política

João Távora
As notícias do primeiro casamento na Casa de Bragança em mais de 25 anos em Mafra, no próximo dia 7 de Outubro, acontecendo numa democracia liberal do Ocidente, naturalmente causaram alguma polémica e indignações, principalmente visíveis em certos bas fondsdas caixas de comentários e redes sociais. O fenómeno demonstra duas coisas: a primeira é que, como todos já sabemos, a conjugação da indolência do sofá com o anonimato, favorece destemidos revolucionários de teclado, (...)
22.Set.23

Sobre a mesquinhez

João Távora
Curioso foi verificar ultimamente, ao cruzarmo-nos com certos bas fondsdas redes sociais e caixas de comentários, algumas reacções em matilha, verdadeiramente alarves, a uma ou outra notícia do Casamento Real em Mafra no próximo dia 7 de Outubro. O fenómeno demonstra duas coisas: a primeira é, como todos já sabemos, que a conjugação do conforto do sofá com o anonimato, favorece o surgimento de destemidos revolucionários de teclado, a expelir excrescências biliares, (...)
17.Set.23

O Casamento Real e “A Liberdade Portuguesa” *

João Távora
Não queremos outra liberdade senão a liberdade portuguesa. Mas também não queremos outro Portugal senão o Portugal dos homens livres. E é ao procurar a práxis desta teoria que aclamamos o rei. Henrique Barrilaro Ruas, 1971 No próximo dia 7 de Outubro terá lugar na Basílica do Palácio Real de Mafra, pelas 15:00 horas, o primeiro casamento na Família Real Portuguesa em mais de 25 anos, o feliz enlace de S.A. a Infanta Dona Maria Francisca com Duarte de Sousa Araújo Martins. À (...)
09.Set.23

Setembro

João Távora
Um enorme tédio e, às vezes, fastio é o sentimento que nos assalta ao ver os telejornais nestes primeiros dias de Setembro, à falta de investigação um desafio à imaginação dos jornalistas que “editam a nossa democracia” como diz Miguel Poiares Maduro hoje no Expresso. Que saudades tenho do mês Agosto marcado no seu início pela intensidade da JMJ e, mais tarde, quando o alheamento à realidade naqueles mornos fins de tarde era voluntário.  Não se passa nada, até o (...)
27.Ago.23

Post scriptum

João Távora
Na sequência do forró de indignações ao meu post anterior nas redes sociais, insisto em explicar-me: o que eu queria dizer, é que pior do que ter uma filha beijada sem sua autorização por um "superior hierárquico" na euforia duma conquista difícil e loucamante desejada pela equipa, seria ter um filho condenado sem apelo nem agravo, à moda medieval, por uma turquemada em matilha, insaciável de "justiça popular" feita na rua das redes sociais a interpetarem intenções por (...)