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João Távora

11.Mar.19

O cinismo venceu?

João Távora
Vivemos numa cultura que sublima a vitimização na mesma proporção em que desmerece o sentido da responsabilidade (e a misericórdia, de caminho). O facto é que criámos uma sociedade fragmentada, que gera pessoas desestruturadas, para a qual não há ordenamento jurídico que lhe valha. O caso de
07.Mar.19

A Liberdade e as Fake News

João Távora
Não sei até que ponto a recente mania das "Fake News" corresponde à do demonizado "boato" que nos tempos do PREC os revolucionários combatiam com o denodo de um censor soviético. Também não sei onde nasciam esses boatos, se nos gabinetes dos políticos, nas messes dos oficiais do MFA, ou na praça pública, fervilhante daquilo a que hoje se chamam “activistas”, imbuídos de sua natural vertigem sectária. Hoje como sempre, o controlo da "revolução" passa pelo domínio da (...)
28.Fev.19

Sobre a “Ordem Militar de Avis Revisitada” de Manuel Lamas de Mendonça

João Távora
Antes de mais uma explicação: conheci o Manuel Lamas de Mendonça dos diálogos estabelecidos nas caixas de comentários deste blog pessoalíssimo. Pela sua escrita generosa e erudita não terei sido lento a aperceber-me da densidade das nossas ligações e afeições comuns: são telúricas. Depois por circunstâncias várias e muito por conta do nosso apego à Casa Real Portuguesa desenvolvemos uma amizade que se foi cimentando (e que bom que é uma mesa bem recheada de boa (...)
22.Fev.19

O Gladiador

João Távora
Conto publicado pelo meu pai, Luís de Lancastre e Távora na revista Alvorecer, "Revista académica de cultura" do Porto em 1955 quando tinha 18 anos. Uma homenagem em sua memória no dia em que passam 26 anos sobre a sua morte.     Corria o ano 63 da nossa era. Uma multidão impaciente acorria aos grandes portões de mármore do circo de Calígula. O som das (...)
20.Fev.19

Gozar com a miséria é feio

João Távora
É importante que se perceba que quem rejubila com o retorno às luzes da ribalta de Bruno de Carvalho é a comunicação social que vive de conteúdos baratos e “sensacionais”… e os adversários do Sporting que se banqueteiam com o suculento pratinho assim caído do céu. Antigamente havia o circo de horrores, com o homem elefante, o gigante, o anão, o gordo e a mulher de barba que faziam as delícias de plateias cheias de voyeuristas. Ufanos, lampiões meus amigos já se (...)
16.Fev.19

As vítimas colaterais

João Távora
O realce dado pela investigação do Observador a abusos sexuais ocorridos na Igreja Católica em Portugal, provoca em mim, como católico, uma inusitada revolta: talvez por terem acontecido mais perto da minha porta, cada novo capítulo publicado foi como uma nova sessão de tortura que não consigo evitar enfrentar. Mas a dor que sinto não pode (...)
05.Fev.19

Sobre as Jornadas Mundiais da Juventude

João Távora
Estranho (ou talvez não) é verificar a animosidade de uma certa elite intelectual que se arroga defensora das liberdades e da igualdade em teoria, mas que fica profundamente acossada com a sua prática no concreto. Será certamente uma maçada para ela ver Lisboa invadida por jovens em festa, vindos de todos os cantos do mundo, de diferentes línguas, raças e nações, a encher Lisboa por amor de Jesus Cristo e à Sua Mensagem, apenas com uma linguagem comum: a generosidade de que (...)
02.Fev.19

A propósito da polémica dos carros a gasóleo...

João Távora
 Pretender que a deslocação duma pessoa do ponto A ao ponto B sem ser pela força dos músculos das pernas (e mesmo assim...) ou pela da gravidade, é possível sem prejuízo do ambiente é duma ingenuidade extraordinária. Querem contabilizar as emissões de dióxido de carbono e os danos colaterais para o planeta por um Ser Humano ter um filho? Nada de novo: desde o "Imagine" do John Lennon que sabíamos que a verdadeira harmonia só é possível sem pessoas.
01.Fev.19

Não esqueceremos

João Távora
O hediondo assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luiz Filipe em 1908 foi um evento por demais perturbador e fracturante na História de Portugal, cujas repercussões nos chegam até hoje e nos exigem a persistência de uma condigna homenagem anual pelas almas dos dois augustos mártires, desagravo que a Real Associação de Lisboa, de há muitos anos, promove a cada 1º de Fevereiro na Igreja de São Vicente de Fora, paredes meias com o Panteão da Dinastia de Bragança. A (...)