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João Távora

23.Jan.19

Do racismo

João Távora
O facto é que Mamadou Ba, que usa e abusa duma linguagem de ódio, como ontem ao apelidar “bosta da bófia” à Polícia que é garante da paz pública constitucionalmente consagrada, é ele próprio um exemplo de racismo e intolerância, com estreita ligação politica e laboral ao Bloco de Esquerda… (...)
16.Jan.19

Atenção, pessoal do Norte!

João Távora
No próximo Sábado dia 19, quando se celebram 100 anos da proclamação da chamada Monarquia do Norte, estarei no Ateneu Comercial do Porto para numa pareceria da Real Associação de Lisboa com a Real Associação do Porto promover uma conferência sobre o tema, que terá como oradores os historiadores Carlos Bobone e Nuno Resende. A "Monarquia do Norte" foi um movimento de resistência dos monárquicos na tirânica 1ª república, surgido na sequência do assassinato de Sidónio Pais, (...)
13.Jan.19

Um "statment" (como se usa dizer agora)

João Távora
Se querem saber até acho que sou um privilegiado: a minha educação humanista (chamemos-lhe assim) exercitou-me mais na curiosidade e reflexão que no julgamento dos outros. Desde a infância frequentei o ensino público - uma autêntica escola de vida; viajei, e fiz-me homem pagando o elevado preço que às vezes pagam as pessoas demasiado livres (ou com um apurado sentido do trágico como me confidencia o meu Conselheiro Espiritual). Conheço bem as periferias da vida, e quem me (...)
10.Jan.19

Livros

João Távora
O problema é que compro e oferecem-me mais livros bons do que aqueles que consigo ler com o tempo que tenho. Assim vão nascendo aquelas pilhas de livros à espera de leitura, antes de irem estrear uma prateleira ou estante nova numa réstia de parede cada vez mais inacessível. Uma dor de alma: acontece que tenho medo de, ao arrumá-los, me esqueça de os ler depois, enquanto umas pilhas novas de apetecíveis livros novos se vão formando matreiras nos sítios do costume em ordem de (...)
10.Jan.19

Quadros

João Távora
A bem dizer João Quadros é um humorista (?) falhado que se dá mal com a sua irrelevância. Para a maioria das pessoas é um desconhecido, mas eu relembro: foi aquele idiota que em tempos, a propósito da doença da mulher de Passos Coelho, gracejou que “pensava que só havia uma cabeça rapada em casa do Passos", um truque sujo para dar nas vistas.  Vem isto a propósito de um conjunto de imbecilidades que ele publicou ontem a respeito do Duque de Bragança, com o único intuito de (...)
08.Jan.19

Viva o Rei!

João Távora
Há muito tempo que me confronto com o facto de haver muita gente, por norma pessoas simples duma faixa etária avançada, que sendo simpatizantes da monarquia - pelas razões mais improváveis (todas válidas, claro), confrontadas com o convite de se inscreverem na Causa, incrédulas, acham que isso é ilegal. Para além desses casos, há toda uma multidão de pessoas letradas que, com as mesmas (...)
05.Jan.19

Mudam-se os tempos...

João Távora
Numa pacífica manhã de sábado hoje passada com rituais nem sempre possíveis, logo depois do pequeno-almoço (em que ao fim-de-semana faço questão de comer torradas com manteiga) fui notificado no meu telemóvel da publicação da crónica do Alberto Gonçalves que li com gosto e divertido no telemóvel, já sentado na sala com boa música por companhia. Após me inteirar e responder a algumas mensagens no WhatsApp (aplicação culpada da vitória de Bolsonaro, dizem), pensei que (...)
04.Jan.19

Processo dos Távoras - 260 Anos

João Távora
Saiba mais aqui «A aurora do dia 13 de janeiro de 1759 alvorejava uma luz azulada do eclipse d’aquelle dia por entre castellos pardacentos de nuvens esfumaradas, que a espaços saraivavam bategas de aguaceiros glaciaes. O cadafalso construido durante a noite, estava humido. As rodas e as aspas dos tormentos gottejavam sobre o pavimento de pinho. Ás (...)
26.Dez.18

O dia seguinte

João Távora
A manhã despertou com uma luz cinza, desolada, profana: nem ouvi o sino tocar na igreja aqui ao lado. Vejo a praceta deserta da minha janela, onde junto aos caixotes do lixo esvoaçam uns farrapos de papel de embrulho colorido e rolam garrafas vazias, despojos da véspera. No parque em frente uma solitária criança aplica-se afoita no baloiço, num vai e vem estonteante e sincopado, insistente. Desconfio que ela preserva os seus olhos onde ainda brilha o milagre do Natal que foi ontem. (...)