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João Távora

A Cruz

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Cristo carregando a sua cruz. Ticiano 1565 

 
A Cruz é sinónimo da libertação: a dor olhos nos olhos, sem resistência à angustia, à dúvida, à incompletude. O desprendimento de nós face a grandiloquência do desconcertante destino torna-se afinal o vislumbre de um lugar de paz interior, de recomeço. A verdadeira revolução que concede a tranquilidade ao Homem: capaz de amar o outro como a si mesmo, capaz de amar o seu inimigo, assumir a sua cruz. A pacificação com o criador – a irmandade em Jesus Cristo. A morte que resulta em Vida, no homem Novo. A cruz é a noite escura de nós que afinal nos faz inteiros, livres do nosso precário personagem, hoje mesmo. A beleza da cruz. Aprendamos a não fugir dela, então. Só assim teremos uma boa Páscoa.