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João Távora



Sábado, 01.09.18

A Igreja que se reergue

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Um amigo meu agnóstico comentava comigo há dias as recentes manchetes que flagelam a Igreja afirmando que, ao contrário do que se diz, não há hoje uma especial crise de vocações, ela sempre existiu, só que na geração dos nossos pais e avós as motivações para o sacerdócio nem sempre seriam as mais correctas – um modo de vida, ascensão social e académica, etc.

No outro dia, perguntei à minha mãe quem era o padre que aparece numa fotografia a ministrar-me o sacramento do baptismo. Surpreendeu-ma a sua resposta, que não sabia, tanto mais que naquele tempo não era como agora, havia muitos padres mas a maior parte deles (com bastantes e honrosas excepções) eram como que anónimos “funcionários”, figuras cinzentas sem grande carisma ou autoridade. Disse-me que temos sorte nos nossos dias, onde encontramos vocações extraordinárias, homens de rara erudição, grandes exemplos de espiritualidade, modelos de santidade e verdadeiros heróis no serviço. Conheço de perto alguns casos impressionantes.

Isto para dizer que, ainda antes da previsível legalização da pedofilia (o abaixamento da idade de consentimento de que se fala no influente meio LGBT), acredito que as ovelhas negras estão condenadas à erradicação nos seminários.

 

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por João Távora às 13:30



2 comentários

De Anónimo a 02.09.2018 às 12:03

Meu caro João

Auspicioso desiderato que desperta o meu pessimismo histórico
Os Santos (como o resto das gentes que sentem o fio de prumo da rectidão, da decência e do amor pelo próximo) são apenas homens.
Receio que desde há centenas de milhares de anos (Jebel Irhoud,) o homo sapiens não se tenha alterado significativamente na sua morfologia ou pulsões comportamentais.
Assistimos a dezenas de Reformas maiores e a outras, menores.
Mas é um processo de Sísifo.
O problema talvez resida na própria natureza humana. Uma espécie que passou de nómada recolector ao post moderno com o mesmo cérebro no lapso geologicamente ridículo de umas escassassíssimas centenas de milhares de anos
Abraço forte
Manuel Mendonça

De Anónimo a 02.09.2018 às 13:56

Meu caro João
Se publicares o meu comentário talvez pudesses ter a amabilidade de substituir cérebro por hardware e software
Abraço e bom domingo para vós
Manuel

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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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