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João Távora



Sábado, 23.09.17

Catalunha

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Ao contrário da maior parte dos comentários que leio por aí, não entendo que o governo de Madrid perante a situação da Catalunha tenha uma saída airosa. Todas as opções possíveis são de perda, e a da negociação política para uma revisão constitucional que autorize um referendo à secessão irá abrir uma caixa de pandora que inevitavelmente a prazo comprometerá  a unidade da Espanha. Curioso é verificar como a esquerda simpatiza sempre com o nacionalismo quando este for disruptivo quanto ao status quo (revolucionário). Aliás o nacionalismo moderno (não orgânico) tem as suas raízes na revolução francesa e como sabemos é território dos mais assustadores fanatismos. Não podemos estar tranquilos.

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por João Távora às 14:42



2 comentários

De Manuel Mendonça a 24.09.2017 às 10:25



Meu Caro João permita-me que o repita:

"o nacionalismo moderno (não orgânico) tem as suas raízes na revolução francesa e como sabemos é território dos mais assustadores fanatismos. Não podemos estar tranquilos."(...)
As raízes parecem indiscutíveis. Mas já longínquas,como que fazendo parte de uma outra era da geologia politica.
Não lhe sucede dar consigo a pensar que, a realidade da aldeia global permitiu a iluminação conducente a uma hipotética e voluntarismo fusão das pátrias, homogeneização das culturas, e dos géneros, dissolução da família e vitória do laicismo racionalista sobre essa coisa anacrónica e embaraçante que eram as religiões.
Sabe, atrevo-me a pensar que os iluminados globais sofrem de vários tipos de dioptrias e dum simplismo crónico.
A realidade profunda não parece obedecer-lhes com a precisão e a plasticidade que tinham postulado.
Semearam a globalidade e agora colhem uma farta seara de nacionalismos que, atrevo-me a pensar, são de uma natureza inteiramente distinta.
Em vez de terem sido concebidos e conduzidos pelos trinetos das Luzes, surgem em reacção á indescritível ventania que saiu da caixa de pandora .
Os velhos aprendizes de feiticeiro estão bem mortos, só se mexem porque ainda estão quentes.....
Receemos antes os inevitáveis novíssimos aprendizes de feiticeiro que não vão seguir a cartilha das luzes. Até porque, sejamos forçados a constatar, a velha cartilha esgotou-se em sucessivos becos sem saída

Cordialmente
Manuel Mendonça

De João Távora a 24.09.2017 às 15:01

Meu caro Manuel: Talvez em reacção ao que refere, hoje como nunca se percebem movimentações no sentido da valorização das raízes históricas e culturais das comunidades. Isso é bem visível ao nível autárquico...
Pela minha parte também entendo a Família Real como um elemento agregador da nossa herança histórica e identitária. Nunca como hoje foi tão importante a defesa destes valores do patriotismo orgânico (não gosto da palavra nacionalismo).

Abraço,

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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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