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João Távora

Do ódio

No outro dia em conversa com a minha filha de 13 anos tentava contrariar a sua ingenuidade maniqueísta explicando-lhe a complexidade das múltiplas interacções de mais ou menos legítimos interesses e motivações que tantas vezes conduzem o ser humano à mais cruel violência e à guerra fratricida. Na altura ainda não tinha visto este vídeo lançado pelos Mão Morta de Adolfo Luxúria Cabral que vem corroborar a ideia da minha filha: é verdade que o ódio circula livremente da forma mais primária, personificada em seres de trevas, à espreita da possibilidade de se manifestar em forma de enorme tragédia. Não sei se isto é legal ou ilegal, mas do que estou certo é que não é poesia nem arte, é apenas um exemplo de patológico exibicionismo e pura malvadez.