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João Távora

Escrito nas estrelas...

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Passaram há dias 12 anos (a idade do meu filho mais novo) que a minha mulher e eu registámos a nossa pequena empresa (parabéns atrasados, Carlota!) com a qual os dois iriamos fazer frente à severa crise económica que, como os sinais indicavam, grassou um pouco mais tarde. Foi uma brutal mudança de vida que nos aconteceu, primeiro um, e depois os dois, a ter de procurar um novo modo de vida. A Páginas e Letras foi a nossa bóia de salvação. Desta experiência acho que podemos com orgulho afirmar que conseguimos o objectivo primordial de assegurarmos a independência económica da família: com mais ou menos dificuldade e alguns sustos de permeio, com os anos a nossa pequena empresa atingiu uma velocidade de cruzeiro que, apesar duma opressiva carga tributária, nos permite hoje o sossego de ter as contas sem excessiva austeridade. Aos amigos mais chegados que mo perguntam, e que porventura tivessem expectativas mais altas, venho respondendo que, se dúvidas houvesse, agora tenho a certeza que não tenho vocação para ser rico – só mesmo para trabalhar... e ser livre. E que agora compreendo bem o porquê de na literatura, que é tão fértil em romances sobre o declínio e falência de famílias poderosas, serem tão raras as histórias de reconquista de poder (e pouco inspiradoras, ao que parece). Confirma-se pois que é definitivamente mais difícil uma família antiga recuperar riqueza do que um camelo passar pelo buraco duma agulha. Vem escrito nas estrelas, é da história do mundo.

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