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João Távora

Esperanças

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Assunção Cristas, com um discurso indómito e desempoeirado, brilhou pública e decisivamente numa noite de Janeiro de 2007.

Aconteceu na campanha do referendo ao aborto numa conferência no Hotel Tivoli organizada pelo “Blog do Não”, em que participei. O resto da história já sabemos: adoptada por Paulo Portas que não é parvo nenhum, a ministra da agricultura hoje aproxima-se incólume do fim duma dificílima legislatura, tendo pelo meio sido mãe pela quarta vez – como uma parábola sobre uma pessoa inteira. Inoportuno nesta fase, o tema da sucessão no CDS também não pode ser tabu. 

Porque o desafio na recuperação do seu espaço, que se esconde nos seus princípios fundadores, conservadores e democratas cristãos, revelar-se-á hercúleo.

Se Assunção perceber que o espaço do CDS se espelha nas suas próprias convicções humanistas e católicas, se a Assunção tiver a coragem de abrir mais o partido aos militantes, tenho esperança que conseguirá resgatar um eleitorado desapontado, após Paulo Portas.

 

Artigo publicado originalmente no Diário Económico.

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