Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

João Távora

Joacine, ou uma máquina de fazer racistas

Não serei a pessoa mais indicada para defender a estética da bandeira nacional que nos legou a revolução republicana mas o ponto não é esse. Admito que talvez se não devesse valorizar este vídeo com um energúmeno a tecer considerações ofensivas sobre os símbolos que a nossa bandeira ostenta – o que de melhor nela se aproveita, porque reflecte a nossa História como comunidade com quase de 900 anos de caminho. Mas o facto é que este discurso, proferido na manifestação que juntou uma multidão de 50 apoiantes (mais ou menos o número de amigos que reúno no meu aniversário no pico de Agosto) de Joacine Katar Moreira em São Bento há dias, é intolerável e deve deixar-nos apreensivos com que o que aí vem em matéria de ruído e distracção com o novo parlamento. Perante afirmações como estas: “uma bandeira que exalta uma determinada forma de encarar o mundo racista e imperialista, (…) falamos das quinas que representam supostamente as chagas de uma determinada entidade que me escuso de referir (…) o império representado pela Esfera Armilar que representa a exaltação da conquista que na perspectiva de milhões e milhões de homens e mulheres assassinados significou destruição da civilização”… depois digam-me que o grande problema em Portugal é André Ventura - que ao lado destes marginais a instigarem o ódio e a fractura afinal é um menino.  

E não, não me parece que haja razões para rir, desconfio que nesta nova legislatura vai ser difícil o bom senso e a moderação fazerem-se ouvir, lá isso vai.

5 comentários

Comentar post