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João Távora

Mais máscaras

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A prova de que a máscara se tornou num fetiche protocolar como referia o Henrique Pereira dos Santos foi me foi dada esta manhã pela empregada do café onde costumo ir aqui em Cascais, quando indagada do “porquê” de todos os empregados ainda manterem o uso da máscara. Respondeu-me que "o patrão tinha pedido para que o pessoal mantivesse a cara vendada por mais uns tempos, para não afrontar algum cliente mais sensível". Ou seja, "venerandos e obrigados". A máscara é reflexo de uma espécie de crendice associada ao medo, que se mantém em prática nos transportes públicos e da qual não nos veremos livres tão cedo. É esperar pelo próximo outono, que o histerismo sanitário não se desmonta com a mesma velocidade com que se implanta.