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João Távora

31.Mar.21

As quatro pétalas de rosa

João Távora
Conto publicado pelo meu pai, Luís de Lancastre e Távora na revista Alvorecer, "Revista académica de cultura" do Porto em 1955 quando tinha 18 anos. O local onde o pequeno Tomé se encontrava, o cimo dum pequeno morro, dominava por todos os lados a planície morna, sem contrastes, que se estendia a perder de vista. Só aqui e ali algumas sementeiras de milho, ou (...)
27.Mar.21

O meu Avô José

João Távora
Esta é uma fotografia do meu avô José Maria da Piedade de Lancastre e Távora, 9º Marquês de Abrantes algures na Flandres. Nasceu a 27 de Junho de 1887 no palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de St.a Iria - antiga Póvoa de D. Martinho, filho de João Maria da Piedade de Lancastre e Távora e Maria Carlota de Sá Pereira e Meneses. Estudou em Lisboa, no Colégio de Campolide, dos Jesuítas, e depois na Escola Politécnica da Universidade de Lisboa, onde tirou os cursos de (...)
24.Mar.21

Evocação de Luís Abrantes por Maria Velho da Costa

João Távora
Durante cerca de um ano, convivi e trabalhei, quase diariamente, com Luiz de Lancastre e Távora, Luiz de Abrantes, como gostava de assinar e ser conhecido. Aquele outro nome, o de Távora, há séculos que atrai malefícios. No meio profissional, no cívico e no político, era o Marquês de Abrantes, sem altivez onde não lhe a provocassem, mas sem pejo do peso do título, feito nome de guerra. Acho que nos entendemos muito bem porque ele não tinha preconceitos que não pudessem ser (...)
09.Mar.21

Do passado onde nasci

João Távora
Tenho andado desaparecido destas andanças do blog porque me vi confrontado pelo luto e com a subsequente desmontagem da casa dos meus pais que ainda perdura. Uma operação profundamente emocional, que exige revisitar objectos, armários, gavetas, papéis, fotografias, esqueletos e memórias de tempos passados, sentimentos díspares e contraditórios que só agora me autorizo espiolhar. Em particular, descobrir ou revisitar manuscritos do meu pai remete-me para uma proximidade que, se (...)
05.Mar.21

Casamento dos meus avós Abrantes

João Távora
Esta é uma curiosa fotografia  do casamento dos meus avós Abrantes, José e Maria Emília, na casa da família Ulrich na Cova da Moura a 26 de Fevereiro de 1928. Na farda militar, o meu avô José (9º Marquês de Abrantes) ostenta as condecorações pela sua participação na Grande Guerra, primeiro pela Legião Estrangeira do exercito Belga e posteriormente pelo exército Português graças à amnistia da república aos seus condenados políticos em 1917.  Depois de uma curta (...)
04.Mar.21

Visita ao Palácio do Marquês de Abrantes

João Távora
Coisas de família. Bela síntese narrada pelo historiador Joel Moedas-Miguel sobre o Palácio do Marquês de Abrantes (esta é a designação correcta que acabou por dar nome a rua Direita de Santos o Velho), numa visita ao local onde ainda nasceu e viveu o meu avô paterno quase até 1908 quando foi vendido ao estado francês que já ocupava parcialmente as instalações para (...)
17.Fev.21

Missa de Sufrágio pela alma de Maria João de Castro de Lancastre e Távora (Marquesa de Abrantes)

A Fé é a cedência da soberania a Deus

João Távora
Foram assim as cerimónias exequiais por alma da minha mãe no passado dia 15, presididas pelo Rev Padre Perdo Quintela que decorreram na paróquia do Santo Condestável de que foi freguesa quase toda a vida e onde criou os seus cinco filhos.  A todos os muitos e muitos amigos que se nos juntaram virtual ou fisicamente nesta celebração da Fé,  aqui deixo os meus sentidos agradecimentos.  
10.Fev.21

Oração

João Távora
Maria João de Castro de Lancastre e Távora  (Marquesa de Abrantes) 1940 - 2021 Santa Maria, mãe do Senhor, Intercedei pela nossa irmã Maria João, Para que seja acolhida na misericordiosa paz do Reino de Vosso Filho. Superada a sua longa provação, Guiai-a ao merecido consolo do Criador, Onde a paz se desvenda e realiza. Guiai-a ao seu marido Luís, também reconciliado, Com quem realizou esta família que é precioso legado, Seus filhos, netos e bisneta. Guiai-a ao encontro dos (...)
13.Jan.21

Do ultraje à resistência

João Távora
Há 262 anos Portugal ficava mais pobre, mais medíocre, mais pequenino como tantos o gostam de ver. Hoje é dia dos Távora, dia da resistência. Escrevo estas palavras em memória do meu sétimo avô, D. Manuel Rafael de Távora, que sofreu dezanove anos de prisão sem culpa formada, unicamente por ser quem era. Que Deus nos ajude a honrar os mártires que nos precederam.