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João Távora

31.Mar.21

Páscoa em liberdade

João Távora
Aqui chegados parece-me evidente que, como aconteceu no ano passado à medida que o bom tempo e calor aumentava, o desconfinamento não está a resultar num aumento de infecções e que a proibição do governo de celebrarmos a Páscoa como pessoas livres resulta num acto de repressão gratuito e inútil - na Alemanha com o número de infectados a subir Angela Merkel viu-se obrigada a recuar nesse intento, que os alemães não são parvos. Tempo de vivermos na clandestinidade, que a vida (...)
14.Jan.21

Tempo de trevas

João Távora
Das regras de confinamento ontem decretadas pelo governo, a melhor das excepções é sem dúvida a liberdade dada aos nossos jovens e crianças de frequentarem os seus estabelecimentos de ensino. Parecia-me pouco realista e até bastante insalubre do ponto de vista mental fechá-los em casa, restringidos a aulas e contactos sociais virtuais em espaços confinados – é contra natura. Depois, há um equívoco que urge desmontar: as aulas virtuais são um potenciador das desigualdades, (...)
04.Dez.20

Vacinados?

João Távora
Não me deixam nada sossegado as reservas e até um mal disfarçado desconforto com que as nossas "autoridades" (desde logo Marcelo e Costa) vêm anunciando a tão ansiada campanha de vacinação. Ou é só porque conhecem bem a ineficácia da máquina administrativa do Estado e as limitações dos malabarismos comunicacionais (quando a vaga se levanta é da responsabilidade das pessoas que se portam mal, quando baixa é porque as medidas do governo funcionaram) o "faz de conta do (...)
24.Nov.20

Corda esticada

João Távora
Quem me conhece melhor sabe que para mim a celebração do Natal não é uma questão fútil, de comeres e beberes. É com algum espanto oiço na radio Observador um “especialista” daqueles que, por sua vontade já nos encerrava a todos em casa como em Março (escolas e tudo), a recomendar que a festa este ano seja passada nesses termos. As notícias dão conta que noutros países já se equaciona limitar as celebrações natalícias a um determinado número de indivíduos por (...)
09.Out.20

Repensar o Natal?

João Távora
A pretensão de Graça Freitas, Marcelo e outros fanáticos sanitários de impedir as "bolhas familiares", proibir o convívio dos jovens, e a socialização de adultos saudáveis por um prazo ilimitado, revela uma delirante falta de realismo e, direi mesmo, de humanidade. É uma vez mais a velha e perigosa tentação da reeducação do Ser Humano que só pode dar maus resultados, pois o pessoal é manso mas o pavio acaba. Um país não é um hospital e as cidades não são enfermarias (...)
25.Set.20

O estalinismo higiénico também mata

João Távora
A maior parte das vezes são os casos que nos tocam de perto que nos despertam para determinados problemas que doutro modo nos passavam ao lado. É por isso que, de há uns anos para cá, por causa da minha mãe que sofre de uma grave doença respiratória degenerativa, a gripe sazonal e o receio de uma consequente pneumonia, me atormenta todos os invernos. Necessitada de assistência respiratória 24h por dia, com a sua autonomia física em constante degradação, viu-se ela obrigada a (...)
15.Set.20

Regras impossíveis de fazer cumprir

João Távora
Quis o destino eu ter nascido com um forte astigmatismo e um estrabismo associado, coisa que resultou numa visão muito deficiente pelo olho direito. Quando eu estava na primária, foi me proposto uma terapêutica oftalmológica muito avançada para a época em que, para lá das 3 consultas semanais em que me era ministrado um tratamento num cubículo escuro com uma máquina onde eu tinha de permanecer a olhar durante um tempo que me parecia uma eternidade, obrigavam-me a andar com uma (...)
13.Set.20

Flocos de neve

João Távora
Sexta-feira tive reunião de pais por causa do inicio de aulas do José Maria. Foi assim que percebi que andam por aí muitos pais indignados pelo facto das escolas aconselharem os miúdos, nos dias de educação física, a irem já vestidos com o fato de ginástica, visto os balneários estarem encerrados por indicação da DGS. Argumentam com falta de higiene e consequentes maus cheiros dos jovens adolescentes. Nos meus tempos de escola não perdiamos um intervalo ou um furo para jogar (...)
10.Ago.20

Apanhar os cacos

João Távora
O distanciamento social é um fenómeno contrário à democracia, dizia há tempos Bernard  Henry-Levy numa entrevista do Pedro Mexia publicada no Expresso, e eu atrevo-me a sugerir que o distanciamento social, mais que antidemocrático, é pouco cristão.  E o pior é que suspeito que demorará muito tempo a apanhar os cacos e vão faltar peças para restaurar a normalidade nas relações humanas como as conhecíamos. Numa missa de domingo na Igreja Matriz do Cadaval em que participei (...)
09.Jul.20

Inquietação

João Távora
Ontem numas imagens que vi nas notícias captadas por uma câmara indiscreta ao final da defunta reunião com especialistas no Infarmed inquietou-me a cumplicidade com que Marcelo Rebelo de Sousa confidencia com Ferro Rodrigues e António Costa o modo como iria fazer a sua intervenção. Até admito que a comoção da crise do Covid19 tenha fortalecido os laços entre eles, mas aflige-me sermos governados por três amigalhaços. De resto, o que esta pandemia deixou a nu foi a arrogância (...)