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João Távora

12.Abr.18

Música para os meus ouvidos

João Távora
Já não é a primeira vez que ao revisitar velhos amigos reparo que baniram os discos, os CDs e a aparelhagem sonora da sala, ou a têm desmontada a um canto. Isso entristece-me, principalmente quando são daqueles que tinha por melómanos, com quem partilhei na juventude a descoberta de novas sonoridades ou de velhos clássicos em audições que eram como que sessões religiosas. Claro que para a maior parte dos meus amigos ou colegas de escola a música nunca terá sido propriamente um (...)
05.Jan.17

Discos e riscos

João Távora
Para uns delicados ouvidos analógicos como os meus é reconfortante verificar como, a par do vertiginoso processo de desmaterialização da música e do crescimento exponencial do seu consumo através das de plataformas de streaming como o Spotify, Apple Music ou o Google Play, o mercado do vinil vai-se afirmando como uma consolidada alternativa para os verdadeiros melómanos e audiófilos. A comprová-lo basta verificar o espaço a ele reservado nas lojas Fnac, já para não falar da (...)
12.Nov.16

O Amor é que nos salva

João Távora
 Magnified, sanctified, be Thy holy name Vilified, crucified, in the human frame A million candles burning for the help that never came You want it darker Hineni, Hineni I'm ready, my Lord Passados os cinquenta a morte passa a fazer parte do nosso dia a dia como Espada de Dâmocles, quase nos habituamos à surpresa de ver partir os muitos que amamos e outros que, sem uma relação pessoal mas sendo uma referência, simpesmente nos habituaram a uma reconfortante coexistência. Na música (...)
12.Jan.16

Bowie não morreu

João Távora
David Bowie foi um músico genial que soube como poucos trabalhar a sua imagem, como um ícone sempre recriado nas formas mais surpreendentes. Suspeito que desta vez terá exagerado um pouco, ao deixar-se morrer assim decrépito para o lançamento do seu disco Black Star (dizem que “desconcertante” - ainda não o conheço) de onde sobressai
12.Dez.15

Os 100 anos de Frank Sinatra

João Távora
Curioso como as mais variadas homenagens e tributos que por estes dias se fazem a Frank Sinatra não referem um ponto que me parece fundamental. A popularidade desta consagrada estrela mundial norte-americana é inteiramente fruto da poderosa indústria fonográfica que se desenvolveu estrondosamente durante a sua vida. Acontece que Sinatra não se distingue na arte da composição musical ou poesia mas exclusivamente ela sua sólida e aveludada voz barítono, que veio a ser difundida (...)
14.Abr.15

Fatal como o destino

João Távora
A meio da vida apercebemo-nos que há algures um céu onde repousam esquecidas imensas maravilhosas canções. Apesar de terem encantado e mexido fundo no espírito de gerações, foram fadadas a morrer com as suas memórias.  
14.Abr.15

I'm a Fool to Want You

João Távora
Já disse noutras ocasiões como tenho dificuldade em escrever sobre discos que não gosto, e como a coisa piora muito quando me apaixono por algum – talvez com receio do ridiculo que são sempre as declarações de amor. É por isso que venho adiando estas palavras sobre Shadows in the Night, o 36º disco de Bob Dylan que nos surpreende com a interpretação nasalada e displicente de dez temas (...)
10.Abr.15

A chancela divina

João Távora
Constato que as milhares de peças musicais de distintos géneros e autorias com que me deleito em minha casa, são uma ínfima parte do património existente e das novas criações que todos os dias nos surpreenderiam se as pudéssemos abarcar a todas com o coração aberto. Uma prova do cariz transcendente da música, e por consequência da marca divina patente no (...)
05.Abr.14

Morning Phase

João Távora
A mais recente criação de Beck, o álbum Morning Phase - tão aclamado pela crítica, tem o tempo indicado para um LP à antiga e foi nesse formato que o adquiri. Concedo que é um disco muito inspirado e agradável de se ouvir, faltando-lhe talvez alguma irreverência, que ao que julgo entender se fica pela (...)
02.Dez.13

Salvé maravilha

João Távora
  Por aqui andam diabinhos à soltaCom corninhos e rabinhos e falinhas de paraísoPor aqui andam bruxinhas em voltaEsvoaçando cavalgando em vassourinhas sem juízo*   Temos que entender a força inovadora da Banda do Casaco no contexto duma época em que qualquer modo de expressão artística que não contivesse uma mensagem política (de esquerda, claro) estava votada à quase clandestinidade, à mais completa irrelevância artística. Ora é por ocasião da (tardia) reedição da sua (...)