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João Távora

27.Jun.21

O V Marquês de Abrantes, ou o "Marquês Velho"

João Távora
Inicialmente, pensei em escrever esta crónica sobre o V e o VI Marquês de Abrantes em simultâneo porque o que nos chega das suas vidas mostram-nas bastante embrulhadas, entre as invasões dos franceses e as lutas contra os liberais, ou seja, ambos com excepcional protagonismo na viragem das mais trágicas páginas da História de Portugal. Refiro-me a D. Pedro de Lancastre, VII Conde de Vila Nova de Portimão e V Marquês de Abrantes – título e mercês que resgata à sua (...)
05.Mai.21

O meu bisavô João Abrantes

João Távora
Filho do austero e devoto católico José Maria da Piedade, sucedeu-lhe com personalidade bem distinta o meu bisavô João Maria da Piedade, o IX Marquês de Abrantes, que nasceu no Palácio de Santos a 28 de Dezembro de 1864 e morreu em Sintra na Freguesia de São Martinho, em Dezembro de 1917. Ele foi o último senhor e administrador dos morgadios e vínculos da sua (...)
04.Mai.21

Apontamentos sobre minha saída do Partido Miguelista

João Maria da Piedade de Lancastre e Távora - IX Marquês de Abrantes

João Távora
Para enquadramento histórico destes apontamentos aconselha-se a leitura desta crónica. "Cada vez mais me convencia que a solução única era refazermos o que a revolução tinha desfeito e repormos tudo como estava mesmo porque se me afigurava tão mais fácil restaurar um regime caído havia meses do que irmos reatar uma tradição de havia quase um século." Quero deixar (...)
16.Abr.21

O azar não veio só com os Távoras

João Távora
Um dia destes ainda publico a história contada pelo meu pai na "Heráldica da Casa de Abrantes" sobre meu antepassado, Dom João Rodrigues de Sá e Meneses (conjurado de 1640), que foi a Londres em 1652 em embaixada do rei D. João IV para negociar a paz com o Cromwell (exigiam a eliminação de taxas aduaneiras e a entrega de dois príncipes Stuarts acolhidos por Portugal entre outras impossibilidades). Se a situação já era delicada ao fim de vários meses de impasse na capital (...)
31.Mar.21

As quatro pétalas de rosa

João Távora
Conto publicado pelo meu pai, Luís de Lancastre e Távora na revista Alvorecer, "Revista académica de cultura" do Porto em 1955 quando tinha 18 anos. O local onde o pequeno Tomé se encontrava, o cimo dum pequeno morro, dominava por todos os lados a planície morna, sem contrastes, que se estendia a perder de vista. Só aqui e ali algumas sementeiras de milho, ou (...)
27.Mar.21

O meu Avô José

João Távora
O meu avô José Maria da Piedade de Lancastre e Távora, IXº Marquês de Abrantes nasceu a 27 de Junho de 1887 no palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de St.a Iria - antiga Póvoa de S. Martinho, a jóia da coroa da família Abrantes. Filho varão de João Maria de Lancastre e Távora e de Maria Carlota de Sá Pereira e Menezes, José Maria estudou em Lisboa, no Colégio de Campolide, dos Jesuítas, e depois na Escola Politécnica da Universidade de Lisboa, onde tirou os cursos de (...)
24.Mar.21

Evocação de Luís Abrantes por Maria Velho da Costa

João Távora
Durante cerca de um ano, convivi e trabalhei, quase diariamente, com Luiz de Lancastre e Távora, Luiz de Abrantes, como gostava de assinar e ser conhecido. Aquele outro nome, o de Távora, há séculos que atrai malefícios. No meio profissional, no cívico e no político, era o Marquês de Abrantes, sem altivez onde não lhe a provocassem, mas sem pejo do peso do título, feito nome de guerra. Acho que nos entendemos muito bem porque ele não tinha preconceitos que não pudessem ser (...)
05.Mar.21

Casamento dos meus avós Abrantes

João Távora
Esta é uma curiosa fotografia  do casamento dos meus avós Abrantes, José e Maria Emília, na casa da família Ulrich na Cova da Moura a 26 de Fevereiro de 1928. Na farda militar, o meu avô José (9º Marquês de Abrantes) ostenta as condecorações pela sua participação na Grande Guerra, primeiro pela Legião Estrangeira do exercito Belga e posteriormente pelo exército Português graças à amnistia da república aos seus condenados políticos em 1917.  Depois de uma curta (...)