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João Távora

24.Dez.22

Natal, o mais importante legado

João Távora
Natividade na Maestà de Duccio, século XIII O que é que se terá passado de tão espantoso há cerca de dois mil e vinte anos no Médio Oriente ali para os lados da Palestina, que nos continua a emocionar, que persistimos celebrar e chamar Natal? O nascimento de Jesus Cristo, que não foi apenas o princípio duma religião universal, mas, estou em crer, a inspiração para os maiores prodígios civilizacionais que se sucederam a seguir no Ocidente. Hoje queria falar do Natal (...)
23.Dez.20

O Natal é quando Deus quiser

João Távora
Há uns séculos atrás, quando a escuridão nas noites dependia dos astros, o sustento dependia das colheitas, a saúde dependia da sorte, a distância dependia do andar, o comércio dependia das tréguas, a luz irradiada pelo Deus Menino em cada Natal era incontestável. Tento imaginar como nesses tempos ancestrais, na noite fria de Natal, se engalanavam os templos iluminados e aquecidos de gente, que eram pólo de encontro das comunidades, um verdadeiro consolo para os nossos (...)
24.Dez.19

O milagre de Belém

João Távora
Adoração dos Magos (Domingos Sequeira) - 1828. O milagre do Natal é aquele menino recém-nascido que se projecta feito luz e Amor na nossa História, não para uma família, mas para a humanidade inteira; profecia cumprida da libertação do homem da sua precariedade, Deus feito pessoa para vencer a morte e converter do Mundo à Boa Nova que Ele constitui. Oferecendo paz aos corações atormentados, esperança aos descrentes, conforto aos desamparados, voz aos oprimidos. Talvez por (...)
22.Dez.19

A propósito de trincheiras

João Távora
Sonho de São José. Século XIII. Mosaico no Batistério de São João, em Florença. Toda a minha vida, que já vai longa, pela altura do Natal me desejaram e eu retribuí de boa fé os votos de "Boas Festas", uma saudação que tenho como cheia de dignidade e bem intencionada. Aqui chegados deparo-me com uma tropa de fariseus a corrigir-me a linguagem, logo a mim que nunca entendi os festejos desta quadra sem ser por causa do nascimento do Salvador. Recurso-me a que cada minha (...)
25.Dez.18

Paz na terra aos homens de boa vontade

João Távora
Curioso é como por estes dias se ouve demasiada gente preocupada com a exibição de muita hipocrisia e incoerência. As festas familiares às vezes forçadas induzem essa percepção. Pela minha parte não vejo as coisas assim: sendo os maus sentimentos e vulnerabilidades inevitáveis no relacionamento interpessoal por via da complexidade humana (que é nossa riqueza, também) julgo que a festa do Natal justifica que as pessoas contrariem gestos e atitudes que reflitam esses (...)
23.Dez.17

É urgente o Natal

João Távora
 (…) «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».   Quem já viveu directa ou indirectamente o nascimento de (...)
24.Dez.09

O melhor presente

João Távora
Gerrit Van Honthorst – Adoração dos Pastores (1622)   Há por aí um discurso simplista em que se confunde consumismo e opulência com a benigna tradição do "presente de Natal". Nesta quadra é importante evidenciar a nobreza que possui a materialização do nosso amor num objecto, um “presente” que, independentemente do seu valor material, nos tornará presentes no (...)
25.Dez.08

Feliz Natal!

João Távora
  Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este primeiro recenseamento efectuou-se quando Quirino era governador da Síria. Todos se foram recensear, cada um à sua cidade. José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua (...)
23.Dez.08

Memórias do Natal

João Távora
    Um misto de ingénuo espanto e ansiedade define a comoção com que eu na minha infância vivia a festa de Natal. Tudo começava na véspera, noite dentro, quando nós os cinco manos, lá íamos com os nossos pais, todos ao monte no velho carocha bege, bem agasalhados e aperaltados, para a missa do Galo. Ainda pequeno, era um sentimento muito especial o de entrar acordado no mistério da noite (...)
23.Dez.08

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João Távora
Recebi por e mail este admiravel texto de Mendo Castro Henriques que passo a transcrever:   Feliz Natal   Cada um terá o seu motivo para celebrar o Natal, seja cristão ou não. E também é verdade que esse motivo muitas vezes se reduz a um sentimento de simpatia e se traduz em breves tréguas nos conflitos pessoais e sociais, (...)