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João Távora


Sábado, 09.12.17

A luta pela liberdade

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Não deixando de ser um assunto de suprema importância, a temática da gestão da contabilidade do país, mais décima, menos décima de déficit, mais décima ou menos décima de crescimento, não pode monopolizar da discussão política nacional. O pudor, se não vergonha, assumida nos tempos mais recentes pelos partidos da direita no que refere a uma perspectiva ideológica distintiva sobre as reformas preconizadas para um resgate do País do atoleiro em que vivemos imersos, vem empobrecendo o debate político, tornando-o árido e desmobilizador. É assim que se vai tomando como natural a prevalência da mensagem das esquerdas radicais, que aproveitam o vazio do contraditório ideológico para fazer vingar a ideia da fatalidade dos portugueses viverem submissos a um Estado omnipresente que com o seu centralismo sufoca a sociedade civil nas suas mais diversas formas de afirmação.

Sob este ponto de vista, parece-me fundamental que os partidos da direita (nomeadamente o meu CDS) assumam um discurso que saiba honrar as suas tradições liberais e conservadoras, promovendo as suas próprias reversões, recuperando causas que foram sequestradas pelo despotismo do unanimismo progressista imperante, atrevendo-se mesmo nas questões de costumes, mesmo que se afigurem de difícil afirmação. A redução do Estado a funções subsidiárias, a liberdade de ensino, a soberania e a identidade nacional, a família natural e o valor absoluto da vida, a valorização do território, a “descentralização” administrativa e ideológica na convocação da sociedade civil, são Causas que parecem utópicas mas que são bandeiras alternativas ao estaticismo imperante, na prática e no discurso. Estou convencido que a coerência aos princípios próprios, mesmo que contra o discurso politicamente correcto promovido pelos media institucionais, ganha pontos, se não imediatos, a prazo.

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Passei ontem o dia entre amigos numa comunidade católica do conselho de Almada, o Vale d’ Acór, que, liderada pelo Pe. Pedro Quintela, há mais de 20 anos instituiu um projecto de tratamento e recuperação (repito, re-cu-pe-ra-ção) de toxicodependentes com base numa terapêutica fundada em Itália, o “Projecto Homem”. Por lá passaram ao longo do tempo, com mais ou menos sucesso, centenas de rapazes e raparigas com problemas graves de adição, muitos deles que após um duro processo terapêutico e de reinserção são hoje pessoas válidas na sociedade, protagonistas anónimos das suas próprias vidas. Triste foi constatar que, passados estes anos, esse projecto terapêutico se encontra ameaçado pelos programas de drogas de substituição e pela resistência do serviço nacional de saúde indicar este tipo de profilaxias aos utentes que nele pretendem ingressar, porventura mais dispendiosas e de resultados estatísticos mais atractivos. Ouvi um testemunho de um rapaz em sucessivas entrevistas no CAT foi insistentemente desaconselhado a integrar aquele programa no qual tinha intenção de aderir por já o conhecer numa experiência anterior. É triste constatar como alguns daqueles rapazes e raparigas que em tempos violentamente se confrontaram com o fim da linha, e que a contragosto ingressaram e estoicamente lutaram contra os seus fantasmas e fraquezas no duro programa terapêutico que lhes prometia a recuperação da dignidade duma pessoa livre, se fosse hoje, seriam convidados pelo Estado para um indigno perpetuar de uma vida humilhante de dependência e infantilização, que são os programas da metadona.

O que é que este parágrafo tem a ver com o assunto abordado nos anteriores? Tudo: a luta pela liberdade tem de ser a nossa maior Causa.

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por João Távora às 18:57

Quarta-feira, 03.07.13

Imperdoável

 

Dada a conjuntura, confesso que tive esperanças que o dever patriótico obrigasse Paulo Portas a um radical controlo sobre a sua instabilidade. Afinal, a meio dos trabalhos, foge na primeira oportunidade sem nos deixar obra ou marca, para além duns quantos amuos, zangas inconsequentes e… um Portugal hoje muito mais pobre. Pela minha parte tolerei tudo a este governo que a determinada altura considerei de generosos heróis. Depois, não desisti de tentar  entender tudo dadas as circunstâncias: a ineficácia do discurso, a amargura do desemprego, o adiamento dos cortes na despesa e um bárbaro aumento dos impostos.
Tenho muitas dúvidas que por estes dias o País tolere baixa política, intrigas e golpes palacianos. receio bem que as próximas sondagens revelarão um CDS em total derrocada. Já sabíamos como Paulo Portas é um exímio predador político. Desistente dos seus compromissos, não tem préstimo algum. Vamos ter que nos virar e juntar os bocados, ajudar a recuperar a credibilidade ao partido.

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por João Távora às 21:49

Sexta-feira, 11.04.08

Sem alternativa, nem responsabilidade

Quando o grupo de reflexão Alternativa e Responsabilidade se preparava para disputar as eleições para a distrital de Lisboa do CDS, eis que a respectiva Assembleia decidiu, num primário atropelo às mais elementares regras de lealdade institucional, antecipar as eleições em cerca de mês e meio relativamente à data em que o respectivo mandato termina. Esta atitude persecutória e antidemocrática inviabiliza o voto de novos militantes, posicionando-se o partido numa atitude de total  rejeição à perscruta da Sociedade Civil.


Consolida-se assim o cariz fulanista do partido de Paulo Portas: desgarrado dos valores e ideais da sua fundação, utilizado como se de uma marca (cada vez mais denegrida) se tratasse, o aparelho esgadelha-se em prol do projecto pessoal do seu dono. É assim que, num delírio cego e num total desprezo pela implacável realidade (o evidente descrédito de parte dos seus actuais protagonistas), o CDS se abalança para o abismo de um resultado eleitoral que já se prevê humilhante (à semelhança do que aconteceu com os mais recentes resultados eleitorais)... com  trágicas incidências no panorama do desemprego qualificado.

Esperamos que então não seja tarde demais para devolver o partido às pessoas e ao serviço de Portugal.

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Caricatura por Paulo Buchinho, com a devida vénia, daqui

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por João Távora às 16:40

Sexta-feira, 08.02.08

A direita canhestra

Telmo foi a pessoa certa para a pasta do Turismo: depois de 10 dias longe do Ministério (época baixa) regressou ao trabalho (época alta) e assinou 300 despachos em poucas horas. Miguel Novais nos Incontinentes

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por João Távora às 16:41




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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