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João Távora

04.Fev.26

No pasa nada (só um dilúvio)

João Távora
A segunda volta das Presidenciais promete ser uma eleição tão empolgante quanto assistir à pintura de uma parede a secar num dia de chuva. Não haverá surpresas, ninguém irá surpreender ninguém, e Seguro vai ganhar limpinho, limpinho. Lamento informar os mais lunáticos. Como contraste, o ambiente da campanha eleitoral que emana das redes sociais (o desinteresse pela eleição e o diluvio em curso tiraram a campanha das ruas), é um espectáculo de exagerada agressividade e (...)
17.Jan.26

Reflexão

João Távora
Confrontado ontem pelo meu filho mais novo que no último ano se estreou a votar, procurando conselho para as eleições presidenciais de domingo e suas especificidades, acabei fazendo com a ajuda da minha mulher, uma análise na medida do possível isenta das opções em jogo. Tendo começado por referir a minha posição de princípio em relação ao regime de chefia de Estado a vigorar em Portugal, que ele bem conhece, chegámos à conclusão de que, os 4 candidatos com hipóteses de (...)
13.Jan.26

Temos aquilo que merecemos (já vos tinha dito)

João Távora
"Sabemos, por instinto, que isto não chega. Que é preciso haver alguém. Um agente. Um procurador. Alguém que, em nome do “nós”, esteja diante dos outros. Um “nós” feito dos que estão vivos, dos que estão mortos e dos que ainda estão para vir. Exactamente onde todo o acto político devia começar. Na obrigação para com quem não pode responder.Antigamente isso resolvia-se de forma simples. Havia um Rei. Morria o Rei, vinha o filho. Como antes dele viera o pai. Assunto (...)
31.Out.25

A minha declaração de desvoto

João Távora
Nos próximos meses a contenda vai agitar-se, a cadeira de Chefe de Estado está a vagar e há que lá sentar uma personalidade nacional que satisfaça uma significativa proporção de portugueses, capazes de o exibir na lapela. A expectativa do regime, uma ilusão benigna, é que no final da contenda todos se sintam representados por essa figura. Evidentemente que tal ensejo é irrealizável, mas todos nos conformámos com o circo. No dia seguinte ás eleições, os eleitores assistirão (...)
05.Jul.25

Para ilusão benigna, escolha-se uma realista

João Távora
A cena repete-se a cada cinco anos, com mais ou menos despudor, mais ou menos confrangedora, o posicionamento dos putativos candidatos à disputa eleitoral para a corrida a Chefe de Estado de Portugal. Este ano a particularidade é a candidatura de um militar que concorre à margem dos partidos, numa clara aproximação à estética monárquica, suprapartidária. E entende-se bem porquê. Se os partidos constituem alicerces fundamentais, reguladores das diferentes tendências ou (...)
10.Jan.25

Chefe de Estado

João Távora
Desconfio que por detrás da grande adesão popular à candidatura de Gouveia e Melo revelada pelas sondagens, está um sentimento de orfandade de muitos portugueses do seu  Rei, pátria em figura humana, reserva moral de um povo inconscientemente à procura de um sentido superior de existência, acima da mesquinhez das inevitáveis bravatas entre facções e disputas entre partidos e grupos de interesses. Parece-me que a figura de Gouveia e Melo, por enquanto em silêncio – e muito (...)
13.Set.24

O mérito capilar

João Távora
Já viram algum presidente da república (coisa feia) ser eleito careca? Em Portugal, em democracia, nunca foi eleito algum presidente careca: Ramalho Eanes (que derrotou Soares Carneiro à primeira volta), Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcello Rebelo de Sousa tinham cabeleiras fartas. Tudo indica que esse é afinal de contas o atributo determinante para uma carreira política com ambições ao topo em democracia. Lembrei-me disto no outro dia a propósito do tabu de Luís (...)
10.Mar.16

Desculpem qualquer coisinha...

João Távora
 Pelo que me foi dado ver, Marcelo Rebelo de Sousa fez um bom discurso, agregador e motivador – requintado até, do ponto de vista literário. Mas o discurso e a festa da aclamação – um ritual de renovação muito ansiado por conta das tensões sociais vividas nos últimos seis anos de brutal ajustamento - é a parte mais fácil. Uma economia (...)
21.Jan.16

Subvenções aos ex-políticos: da indignação à acção

João Távora
Curioso como afinal interpretação dos Juízes do Tribunal Constitucional da sacrossanta Constituição da República Portuguesa, a vaca sagrada da esquerda política, declara inconstitucional a norma que suspendia as subvenções aos pobres ex-políticos com rendimentos familiares acima de 2000 euros. Dado que para o caso, à excepção de Maria de Belém que (...)
15.Jan.16

Presidenciais

João Távora
Felizes são os ingleses, os espanhóis, os belgas, os suecos, os holandeses, os dinamarqueses que têm a sorte de não terem de aturar esta coisa sinistra das "presidenciais". E depois há os outros, como alemães e os italianos, que fazem a coisa no recato do parlamento. Menos mau.