Para quem tenha a paciência de me ler, aqui vão os meus cinco tostões para o peditório emergente das eleições presidenciais de 2026: Não sendo tradição em Portugal o Chefe do Estado ser o responsável pelo governo do País, cabendo-lhe “apenas” um papel de mediação e de representação (sei bem das ambiguidades da constituição semipresidencialista quanto aos limites da sua actuação) é para mim um profundo enfado o ritual quinquenal da luta partidária para o (...)
Curioso aquele busto da república destacado à cabeceira do caixão de Mário Soares nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos como se fora um bezerro de ouro. Chesterton tinha razão quando afirmava que "quem não acredita em Deus tende a acreditar em tudo".
Curioso que na data em que se celebra o aniversário do Tratado de Zamora assinado a 5 de Outubro de 1143 e no qual que se fundou a nossa nacionalidade o regime insista festejar a revolução com que se deu início ao período mais negro da história recente de Portugal, que não foi mais do que o da institucionalização do ódio e ressentimento social. Se (...)
“porque é que a Inglaterra mantém um regime monárquico, liberal e ordeiro, enquanto na Europa temos agora a paixão pelo despotismo popular e republicano, no lugar antes ocupado pela paixão pelo absolutismo real?” Edmund Burke* Acredito na democracia como o melhor meio para uma sociedade mais justa, promotora da liberdade, da igualdade de oportunidades, e responsabilizadora de todos nos destinos da comunidade. No entanto a democracia não dá respostas a tudo: os (...)
Concordo parcialmente com a opinião que Rui A, "ex-feroz republicano" aqui manifesta sobre alguns monárquicos – de facto estes foram em muitas ocasiões os maiores adversários da monarquia. Mas como o Nuno Castelo Branco afirma aqui, não nos podemos alhear do fenómeno de crescente (...)
Quando a política quotidiana aborrece profundamente um monárquico, este tem sempre outros horizontes (literalmente) para onde se voltar: ora leiam esta excelente análise de Rui Albuquerque no Insurgente: Um dos aspectos mais evidentes do funcionamento das repúblicas de forte incidência parlamentar é a degenerescência das suas (...)
Um regime que em cem de anos de existência só nas ultimas décadas (re) conheceu o valor liberdade, período o qual, o progresso económico e social se caracterizou pela invasão do betão e desordenamento territorial, merecia mais indignação, mais reacções assim– mesmo que só para (...)
Na república, o lugar da mulher do Chefe de Estado, a chamada "1ª Dama", é um tão ilegítimo como inevitável devaneio patrocinado pelos mediapara gáudio da turba. Definitivamente o personagem colhe e garante um bom retorno no negócio do circo mediático. Não me parece viável que um candidato a chefe de estado oculte a sua realidade familiar e (...)
À passagem do 5 de Outubro, os media do sistema e os cronistas regimentais ignoraram olimpicamente a reflexão e o “contraditório” à desgastada república. Por outro lado, na blogosfera essa análise aconteceu tanto da parte de monárquicos como de republicanos com profícuas e plurais abordagens... num coro de inconformadas reservas. O mais evidente (...)