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João Távora

Terra queimada

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As posições que vão sendo assumidas pelos principais actores da indústria do comentário político, desvalorizando o facto inédito de um ex primeiro-ministro se encontrar detido em prisão preventiva acusado de crimes graves, missão em que a jornalista Clara Ferreira Alves se assumiu como ponta-de-lança, diz-nos muito sobre o que aí vem no debate politico em anos de eleições. Esse é o chão em que vai correr a narrativa subjacente ao discurso socialista: onde começa e onde acaba a disputa, e se são ou não os políticos todos iguais. E vai ser curioso verificar como a facção daqueles que convenientemente acham que ninguém se destaca da nebulosa podridão, são os mesmos que, reclamando uma justiça incapaz de punir os poderosos, jamais perderam a oportunidade de lançar as mais odiosas suspeitas e assassinatos de carácter sobre os seus opositores. A esses cuja retórica sempre se alimentou do pântano e da insidia, convém agora fazer passar a mensagem de que "somos todos iguais” na política. E ai daquele que se atrever destacar da putrefacção geral. Estranho instinto de sobrevivência que os impele para o suicídio…  

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